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MusicXML, MIDI ou PDF: qual exportação do Songscription você deve usar?

Toda transcrição vem com um PDF, um arquivo MIDI e um arquivo MusicXML, e pegar o errado faz você perder tempo. Resumindo: imprima pelo PDF, produza com o MIDI e edite a notação no MusicXML. Abaixo está a explicação completa, com um guia para decidir em 30 segundos.

MusicXML, MIDI ou PDF: qual exportação do Songscription você deve usar?

Parte do nosso guia de formatos de arquivo e exportações de música.

Toda transcrição do Songscription entrega três arquivos: um PDF, um arquivo MIDI e um arquivo MusicXML. É comum pegar o primeiro e seguir em frente, e depois dar de cara com um problema: o PDF não deixa mudar uma nota, ou o MIDI abre no MuseScore como uma notação toda bagunçada. Para evitar isso, escolha pelo destino do arquivo, e não pelo hábito.

Em uma linha: imprima pelo PDF, produza com o MIDI e edite a notação no MusicXML. Cada formato tem um uso em que se sai melhor, e o guia rápido no fim ajuda você a acertar de primeira.

A diferença principal em uma ideia

Pense nos três formatos como três coisas diferentes que você poderia entregar a um músico. O PDF é uma foto da página: ótimo para ver, impossível de reescrever. O arquivo MIDI é uma lista de quais teclas foram tocadas e quando, ou seja, a execução sem nada sobre como ela deve aparecer no papel. O MusicXML é o documento editável: a música escrita de verdade, pronta para ser reorganizada e diagramada de novo.

Se você só quer ler, a foto resolve. Para reproduzir num software, você precisa dos dados das teclas. E se quer mudar como a música está escrita, precisa do documento editável.

PDF: melhor para ler e imprimir

Melhor para: imprimir, ler à primeira vista no piano, mandar uma partitura pronta para alguém que não tem programa de música.

O PDF trava a diagramação e abre em qualquer lugar, e é exatamente isso que você quer para a partitura final na estante. O limite é que ele é uma imagem: não dá para editar as notas, mudar o tom nem reorganizar a página. Use o PDF quando a partitura estiver pronta e você for tocar ou imprimir. Se ainda for mudar alguma coisa, deixe o PDF para o fim, depois de editar o MusicXML. Nosso guia sobre como exportar partitura de piano em PDF mostra como conseguir uma impressão limpa.

MIDI: melhor para DAWs e produção

Melhor para: carregar a parte no Logic, no Ableton ou no FL Studio; trocar os sons dos instrumentos; remixar, samplear ou produzir.

O MIDI leva as notas como dados: altura, início, duração e velocity. Não vem som embutido nem diagramação, e a ideia é essa mesma. Coloque o arquivo num instrumento virtual e você pode trocar o som, ajustar o timing ou transpor, tudo como notas editáveis na sua DAW. O problema é que o MIDI não sabe como a música deve ser escrita. Se a notação em si importa para você, ele é a escolha errada. Nosso guia de áudio para MIDI aprofunda o assunto, e MIDI para partitura mostra o caminho inverso, quando você quer tirar a notação de um arquivo MIDI.

MusicXML: melhor para editar a notação

Melhor para: abrir no MuseScore, no Sibelius, no Finale ou no Dorico; refazer a editoração da partitura; ajustar a diagramação; juntar partes numa partitura maior.

O MusicXML preserva a música escrita: notas, ritmos, claves, armadura de clave e as indicações de diagramação. É o formato que os programas de partitura usam para trocar arquivos entre si. Quando você quer continuar trabalhando na partitura como notação, e não como dados brutos ou uma imagem chapada, é ele que você escolhe. O editor de partitura do Logic Pro também lê MusicXML. Dos três, é o que menos perde da aparência da música, então vale como escolha segura na dúvida. Veja MusicXML ou MIDI para a comparação direta com o formato de produção.

Guia de decisão em 30 segundos

  • Quer imprimir ou ler agora mesmo? Pegue o PDF.
  • Vai para uma DAW produzir ou trocar sons? Pegue o MIDI.
  • Vai editar a notação no MuseScore, no Sibelius, no Finale ou no Dorico? Pegue o MusicXML.
  • Está transcrevendo guitarra ou baixo? Pegue também o arquivo do Guitar Pro, que traz notação e tablatura juntas.
  • Na dúvida? Pegue o MusicXML. Ele guarda mais coisa, e você ainda pode exportar o MIDI ou um PDF depois.

Como os três saem de uma transcrição só, você nunca fica preso a um formato. O resumo completo do que cada formato guarda, com tabela comparativa, está no nosso guia de formatos de exportação do Songscription. Quando já souber o programa de destino, veja como importar arquivos do Songscription no MuseScore, Sibelius, Finale e Logic. Para gerar todos eles a partir de qualquer gravação, use áudio para partitura.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre MusicXML, MIDI e PDF?

Cada um guarda uma coisa diferente. O PDF é uma imagem fixa da partitura pronta: dá para imprimir, mas não dá para editar como música. O MIDI traz só os dados das notas (altura, timing e velocity), sem som e sem diagramação, e foi feito para DAWs e reprodução. O MusicXML é a notação completa (notas, ritmos, claves e as indicações de diagramação), feita para ser editada em programas de partitura como MuseScore, Sibelius, Finale e Dorico. O Songscription exporta os três em toda transcrição, então a escolha depende do que você vai fazer em seguida.

Devo exportar MIDI ou MusicXML do Songscription?

Exporte MIDI quando o destino for uma DAW e você quiser as notas como dados editáveis: trocar sons, corrigir o timing, produzir uma faixa. Exporte MusicXML quando o destino for um programa de partitura e você quiser a partitura como música escrita: refazer a diagramação, montar as partes, imprimir uma partitura limpa. O MIDI guarda a execução; o MusicXML guarda a notação. Na dúvida, fique com o MusicXML, que preserva mais da música escrita. O MIDI você ainda pode gerar separadamente.

O MIDI mantém a diagramação da partitura?

Não. O MIDI registra quando cada nota começa e termina, mas não como ela deve ser escrita. Por isso o mesmo arquivo MIDI pode aparecer de muitas formas diferentes, conforme o programa que abre o arquivo. Barras de ligação, divisão de vozes, grafia enarmônica e diagramação da página são decisões de notação que o MIDI não carrega. Se você quer que a partitura escrita chegue inteira ao destino, use o MusicXML, que foi criado para preservar justamente esses detalhes.

Dá para ter os três formatos a partir de uma transcrição só?

Sim. PDF, MIDI e MusicXML saem da mesma transcrição do Songscription, então você não precisa escolher um e perder os outros. Um jeito comum de trabalhar é imprimir o PDF para estudar agora, abrir o MusicXML num programa de partitura para refinar a diagramação e exportar o MIDI quando quiser jogar a parte numa DAW. Tudo vem da mesma leitura do áudio.

Sobre quem escreveu

Andrew Carlins

Escrito por

Andrew Carlins

Cofundador e CEO, Songscription

Andrew fundou o Songscription em Stanford com alguns outros músicos que estavam cansados de não achar as notas das músicas que queriam tocar. Cresceu tocando piano e sax barítono e fazendo teatro musical. Faz anos que não sobe num palco, mas gosta de pensar que continua afiado. Aqui ele escreve sobre como tirar uma música da gravação e passar para o papel.

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